Peguei uma reta pro horizonte.Deixei apenas minha dor.
Só disse obrigado,me desculpe e por favor.
Enchi uma bolsa com o que tinha de feliz.
Um Augusto dos Anjos,dois Machado de Assis.
Lembranças amorosas,também sexuais.
Um violão faltando cordas,brancas camisas iguais.
Trezentos reais em notas dez.
Na minha cabeça uma música.
Uma foto amassada da primeira e última.
Dediquei todo meu esforço em sua presença.
Ela foi o último esboço de inocência que eu tive.
Depois disso fui vazio.
Tão vazio que fui livre.
Estive em vários corpos,mas nunca me perdi.
Às vezes quis gritar,mas apenas sorri.
Estava morto ao sol nascente,enganava a luz do dia.
Vivo ao sol poente em condizente alegria.
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