sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Minha grande obra é só uma mal feita manobra
para conquistar  mulheres por quem me apaixono.
As que "como" nunca destino uma linha.
No máximo uma nota de dez e por dez minutos são minhas.


Pois assim caminha o mundo.Tudo é movido à dinheiro.
Do mais puro amor até uma foda num puteiro.
Se não paga na entrada,paga na saída.
E nesse entra e sai eu deixo parte da minha vida.


No meio de um par de pernas.
E só nesse meio minha dor se externa por um instante.
Que chega  a ser insignificante.


Adentro à túneis várias vezes antes navegados.
Que me levam por caminhos amargurados.
Rios agrestes me secam as veias.
Pecados me abrem os seus braços.
E a vida que me permeia está traduzida no chão do meu quarto.


Prefiro o meu antigo eu à meu atual retrato.
De fato,uma tristeza de cada vez alegra minha alma.
E entre as pontas transmutadas dos meus dedos
seguro a única coisa que me acalma. 











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