
Ele projetou a sua embriaguez.
Dosou nela o seu sorriso.
Encarnou a insensatez.
Fez do rosto dele algo preciso.
Repetiu a dose.
Amargou o doce.
Fingiu uma overdose.
Como se dela nada ele fosse.
No fim, reconheceu o princípio.
Nela quis morrer.
Tentou apagar o indício.
Refugiou-se no adormecer.
Escondeu-se em outro dia.
Pensou que pudesse renascer.
Decorou que não mais a queria.
Chorou-a ao anoitecer.
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