
Eu vislumbro os movimentos dela.
Enquadro-os em minha janela.
Através das lentes em meus olhos
palpitam os meus impulsos.
Embaço-me com lágrimas
quase secas.
Sinto a solidão.
Forjo a minha escuridão.
Confidencio-me com as cortinas.
Anestesio as minhas retinas.
Clamo pelo meu sono.
Deito nele o meu abandono.
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