
De grão em grão construí o belo.
Moldei-o como achava certo.
E como um farol o ergui.
Fiz da areia rocha.
Compartilhei a luz.
Emprestei minha paisagem.
Desmontei a guarda.
Enfeitei o calabouço do meu ser.
Tranquei-me lá.
Libertei minha obra-prima.
A matéria desfez-se.
Não sei se partiu com o vento
ou purificou-se na água do mar.
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