
A fraqueza entrou sem pedir licença. Deu um gole no meu vinho e um trago no meu cigarro. Reclamou por ambos serem baratos.
A fraqueza se deitou em minha cama, assombrou até mesmo os meus sonhos. Roubou o que restava quando a realidade se encontrava ausente.
A fraqueza se apoiou em meu corpo, em minhas pernas bambas. Olhou para os meus pés calejados e deu um sorriso.
A fraqueza se vestiu com a sua roupa mais bonita para me acompanhar. Lembrou-me que até mesmo o que não é belo com facilidade se disfarça, se perfuma.
A fraqueza olhou-me nos olhos, tocou-me no rosto, abraçou-me. Quando me deitei em seus braços, selou-me com o beijo da morte.
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