sábado, 14 de abril de 2012

O sonho


Ela não sabia se estava tendo um sonho ou um pesadelo. Não sabia se estava adormecida ou acordada. Não sentia a presença de sentimentos. Não conseguia encontrar formas em seu rosto.
Ela não encontrava caminhos. Eles a encontravam. Por mais que ela tentasse os caminhos a levavam, faziam com que ela se perdesse.
A escuridão dava ao sonho nuances de desespero, de solidão. Havia uma pequena luz que piscava de longe. Ela não conseguia olhá-la.
De repente, ela viu um vulto que tentava se distanciar. Aproximou-se. Tentou tocá-lo, tentou senti-lo, tentou moldá-lo. O vulto ora se aquecia, ora se esfriava. Pela insistência dos toques dela esse tomou forma, personificou-se. Apresentou-se pelo seu nome: Adeus.
Ao acordar ela quis adormecer novamente.

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